Lenda da Moura da Ponte de Chaves
Já ouviram falar do terceiro arco da ponte de Chaves? Pois bem, teremos então de viajar até ao século XII, para o ficarmos a conhecer.

Era uma vez, numa pequena e humilde cidade de seu nome Chaves, outrora conhecida como Aquae Flaviae, uma jovem moura que ficara noivo do primo Abed, filho de um guerreiro mouro que virara alcaide, ou seja, tornara-se governador de uma vila normalmente acastelada ou fortificada. A jovem, apesar de ter aceite o noivado, não nutria sentimentos por o seu futuro marido.
“Para sempre ficarás encantada sob o terceiro arco desta ponte. Só o amor de um cavaleiro cristão, não aquele que te levou, poderá salvar-te.”
Anos mais tarde, diz o povo que, numa noite de S. João, passava um cavaleiro cristão pela ponte quando ouviu murmúrios e socorros. Então, uma voz de mulher pediu-lhe para descer ao terceiro arco da ponte e dar-lhe um beijo. O jovem cristão, com medo, fugiu. Assim, ficou a moura da ponte de Chaves encantada para sempre. Agora, nas noites de S. João, é possível ouvir os lamentos da moura encantada, que está eternamente castigada por se ter apaixonado.

Comentários
Enviar um comentário