Lenda da Fundação de Lisboa
Encontrei esta lenda sobre a fundação de Lisboa e achei que deveria de a partilhar. A sua veracidade,depende da forma como a interpretarem, eu gosto de pensar que todas as lendas têm o seu romantismo. Mergulhemos então na lenda da Fundação de Lisboa.

Era uma vez, há muito tempo atrás, um reino de seu nome Ofiusa, que se localizava num lugar distante, próximo a um grande oceano pouco conhecido. Segundo dizem, Ofiusa significava Terra de Serpentes. Nesse reino existia uma rainha, metade mulher metade serpente, que o governava, tinha um olhar feiticeiro e uma voz meiga, um jeito de menina com poder de sedução, um poder esse incrível. A rainha tinha o hábito de subir ao alto de um monte e gritar ao vento, para depois ouvir sua própria voz no eco:
"Este é o meu reino! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a por aqui os pés: ai de quem ousar, pois, as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer!"
Ninguém se atrevia a entrar no reino da rainha. Acreditava-se que esta costa era amaldiçoada pelos deuses e também pelos homens. E os poucos que se arriscavam eram seduzidos pela rainha e nunca mais retornavam.
Certo dia, vindo de muito longe, apareceu um herói chamado Ulisses que aportou na terra das serpentes. A rainha imediatamente se apaixonou, e fez de tudo para o impedir de ir embora. Ulisses, fingiu cair nos encantos da rainha, até que seus companheiros descansassem e pudessem novamente zarpar.
Como ficou deslumbrado com as belezas naturais que viu, subiu a um monte, e assim como fazia a rainha das Serpentes, gritou ao vento:
"Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo, e dar-lhe-ei o meu próprio nome. Será Ulisséia, capital do Mundo!"
Ulisses, acabou por ir embora, assim que seus barcos estavam abastecidos e os homens descansados. Fugiu da rainha que correu atrás dele desesperada. Dizem que seus braços serpenteando atrás do herói acabaram por formar sete colinas rumando em direcção ao mar. Ulisses foi-se, mas a lenda ficou.

Esta lenda mítica, surge no livro de Gabriel Pereira de Castro, na sua obra que se viu posteriormente publicada em 1636.
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