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A mostrar mensagens de novembro, 2022

Lenda da Sopa da Pedra

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Apresento hoje uma lenda, que a maioria de vocês deve já ter ouvido falar dela. Viajemos então para Almeirim e vamos preparar uma sopa deliciosa. Era uma vez, na bela vila de Almeirim, um certo frade que andava em peregrinação. Esfomeado, resolveu bater à porta da casa de uns aldeões. Este frade era demasiado orgulhoso para pedir uma refeição, então pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para preparar uma sopa deliciosa só com uma simples pedra.  Os moradores, a tentarem perceber como isso seria possível, acederam ao pedido do frade. Este, apanhou uma pedra do chão, sacudiu-a e entrou na casa. O frade colocou a panela ao lume só com a pedra e um pouco de água. Questionado pela dona da casa sobre se não precisaria de mais alguma coisa, respondeu que era preciso temperar a sopa. A mulher deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que para ficar melhor, devia levar um fiozinho de azeite. Depois pediu um pouco de toucinho, batatas, feijão, carne, enchidos, uns temperos… E por aí fora,...

Lenda da Fundação de Lisboa

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Encontrei esta lenda sobre a fundação de Lisboa e achei que deveria de a partilhar. A sua veracidade,depende da forma como a interpretarem, eu gosto de pensar que todas as lendas têm o seu romantismo. Mergulhemos então na lenda da Fundação de Lisboa. Era uma vez, há muito tempo atrás, um reino de seu nome Ofiusa, que se localizava num lugar distante, próximo a um grande oceano pouco conhecido. Segundo dizem, Ofiusa significava Terra de Serpentes. Nesse reino existia uma rainha, metade mulher metade serpente, que o governava, tinha um olhar feiticeiro e uma voz meiga, um jeito de menina com poder de sedução, um poder esse incrível. A rainha tinha o hábito de subir ao alto de um monte e gritar ao vento, para depois ouvir sua própria voz no eco: "Este é o meu reino! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a por aqui os pés: ai de quem ousar, pois, as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer!" Ninguém se atrevia a entrar no reino da rainh...

Lenda do Palácio Valenças

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Sintra, uma vila linda e maravilhosa  que curiosamente é também um berço de histórias de fantasmas, hoje trago a história da Palmirinha e da lenda que a rodeia, Palácio Valenças. Vamos então, dar um salto ao passado. Era uma vez,  numa vila de seu nome Sintra, um rico comerciante de Lisboa, António Ferreira dos Anjos, que decidiu algures na segunda metade do século XIX, construir um palácio que viria a marcar o maravilhoso cenário de Sintra.   Giuseppe Cinatti, foi o famoso arquiteto italiano escolhido, para construir o palácio onde até 1850, funcionou um matadouro no mesmo local. O palácio foi então construído, envolto de um parque majestoso, com fantásticos jardins paradisíacos pontuados de recantos de lazer, obras de arte, lagos, cascatas e muitas vezes edifícios em ruínas que completavam um ambiente propício a sensações nostálgicas e evocativas da importante e anciana cultura europeia.  António Anjos, deixou o palácio para sua filha D. Guilhermina Rosa Matos Anjos, que o herdou ain...

Lenda das Amendoeiras em Flor

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Vamos hoje viajar até ao Algarve do século VII, onde se falará das maravilhosas amendoeiras em Flor e de como elas vieram parar a esta linda cidade. Apertem os cintos e venham daí. Era uma vez, um rei muçulmano que possuía um grande império, sendo o Algarve, outrora chamado Al-Gharb, parte desse gigantesco reino. Certo dia, o rei casou com uma bela princesa nórdica, loura de olhos azuis. A princesa amava muito o seu rei muçulmano mas começou a ficar cada vez mais triste, e chorava sem parar. O rei sem saber o que fazer, pois não tinha ideia do que se andava a passar com a sua amada, ficava também ele triste pois começou a pensar que ela não gostava dele, que não gostava de estar aqui no Algarve, que não gostava de outras coisas quaisquer, então decidiu ir-lhe perguntar o que é que se passava com ela… e ela só dizia que tinha saudades, tinha saudades da sua terra, tinha saudades de ver a neve. O rei pensou e teve uma ideia, ideia essa que era plantar uma série de amendoeiras e quando es...

Lenda da Procissão das almas (S. Miguel)

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Para vos poder contar esta lenda, teremos de voltar uns anos atrás,  aos Açores, mais exactamente à ilha de São Miguel, viajemos então. Era uma vez, uma jovem rapariga de 24 (vinte e quatro) anos , que estava deitada, quando ouviu a campainha do apregoador das almas a tocar. Apressada, sentou-se imediatamente na cama a rezar, pois todos na ilha sabiam que: "Todo aquele que ouve lembrar as almas deve rezar sentado na cama ou de joelhos." Levantou-se, a jovem, e foi para a porta para ver o que se passava. Olhou então para o canto da rua, viu uma procissão de almas e foi quando reconheceu uma parente sua, que havia falecido. A lama da familiar, apressou-se a dizer: "Oh pequena, arrecolhe-te lá para dentro que a esta hora não se está à janela nem à porta. Hás-de dizer que não dêem as coisas por fazer, que aqui não há quem as faça. Aí vai a meada e o ano " A rapariga lembrou-se que já tinha ouvido a outras pessoas que não era bom aparecer à janela nem à porta enquanto se...

Lenda Fundação de Sertã

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Caros amigos, cá estamos de volta com mais uma história, desta vez vamos mergulhar nas lendas de Castelo Branco, mais exactamente do concelho da Sertã. Era uma vez, um militar romana que havia sido exilado por motivos políticos, no ano 74 a.C, de seu nome Quinto Sertório, que liderou os povos da Península Ibérica contra os exércitos Romanos. No ano 80 a.C, Sertório chegaria então à Península Ibérica e aliou-se aos lusitanos, tornando-se num lider de carisma comparável a Viriato. Traído por   Perpena, um lugar-tenente a soldo de   Roma, que o assassinou durante um banquete, abriu-se uma nova fase que culminou com a   romanização   da Península. Numa dessas lutas  na conquista da Lusitânia, houve um ataque romano ao castelo, no qual se perdeu o seu chefe. Ao saber da notícia, e apercebendo-se que o inimigo chegava às muralhas, a sua esposa Celinda, subiu ao alto dos muros da povoação e liderou a defesa, lançando   azeite   fervente sobre os romanos com a grande   frigideira   com que fri...

Lápides dos Quatro Irmãos

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  Vamos hoje viajar até São Martinho de Sande, que se situa em pleno Minho, nas faldas da Serra da Falperra, antiga estrada que ligava Guimarães a Braga. É nesse lugar bastante pitoresco que se encontram os quatro penedos que parecem tampas de sepulturas e aos quais o povo deu o nome de Lápides dos Quatro Irmãos. Era uma vez, numa pequena vila de seu nome São Martinho de Sandes, uma família de quatro irmãos e sua mãe, de nome Maria do Canto. Como todas as famílias daquela vila, Maria e os seus filhos iam todos os domingos à Igreja, onde o Abade da Freguesia dava a missa. Numa dessas idas à missa, apareceu uma formosa menina, sobrinha do Abade e pela qual os quatro irmãos se perderam de amores. Os dias foram passando e os irmãos, ardendo em amor e ciúme, os quatro, resolveram deslocar-se ao monte, onde se encontravam os quatro penedos, e lá decidirem à paulada, quem havia de casar com a jovem. Três ficaram logo mortos no campo, e o quarto, que ainda viveu algumas horas, foi o mais rápid...

Isabel de Aragão - Rainha Santa Isabel

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  Estamos de volta, com talvez uma das mais conhecidas lendas de Coimbra, da sua padroeira, Isabel de Aragão, ou como ficou conhecida Rainha Santa Isabel. Existem com certeza muitas versões desta lenda, mas vou contar apenas uma, talvez a mais popular, mas para isso preciso que venham comigo até ao ano de 1271, para conhecer a lenda, precisamos de conhecer a protagonista.   Era uma vez, num reino de seu nome Aragão, um reino cristão, onde o Rei D. Pedro II de Aragão e a sua esposa D. Constança de Hohenstaufen, princesa da Sicília, estavam à espera do seu primeiro bebé. Entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 1271, não existe certezas aquando do dia ou mês, nascera Ysabel, a primeira herdeira da família. Ouvira-se que a princesa, havia nascido envolta numa pele que mostrava a sua conexão com o divino.   Isabel, cresceu em Barcelona junto com a corte real, incluindo os seus cinco irmãos mais novos entre eles soberanos de renome como, Afonso III, o  Franco , Conde de Barcelona e Rei de M...

Lenda da Moura da Ponte de Chaves

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  Já ouviram falar do terceiro arco da ponte de Chaves? Pois bem, teremos então de viajar até ao século XII, para o ficarmos a conhecer.  Era uma vez, numa pequena e humilde cidade de seu nome Chaves, outrora conhecida como Aquae Flaviae, uma jovem moura que ficara noivo do primo Abed, filho de um guerreiro mouro que virara alcaide, ou seja, tornara-se governador de uma vila normalmente acastelada ou fortificada. A jovem, apesar de ter aceite o noivado, não nutria sentimentos por o seu futuro marido.  Alguns anos se passaram e os cristão voltaram para reconquistar Chaves e a nossa jovem moura foi tomada refém por um guerreiro cristão. A moura e o seu raptor, o guerreiro cristão, perderam-se de amor um pelo outro e viviam apaixonados e felizes, enquanto o seu prometido e o tio fugiram de Chaves. Os cristãos ganharam a guerra e restabeleceu-se a paz.  Abed, que sabia do caso, nunca perdoou, e voltou à cidade vestido de mendigo, para se vingar. Esperou-a na ponte e...

Lápides dos Quatro Irmãos

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Vamos hoje viajar até São Martinho de Sande, que se situa em pleno Minho, nas faldas da Serra da Falperra, antiga estrada que ligava Guimarães a Braga. É nesse lugar bastante pitoresco que se encontram os quatro penedos que parecem tampas de sepulturas e aos quais o povo deu o nome de Lápides dos Quatro Irmãos. Era uma vez, numa pequena vila de seu nome São Martinho de Sandes, uma família de quatro irmãos e sua mãe, de nome Maria do Canto. Como todas as famílias daquela vila, Maria e os seus filhos iam todos os domingos à Igreja, onde o Abade da Freguesia dava a missa. Numa dessas idas à missa, apareceu uma formosa menina, sobrinha do Abade e pela qual os quatro irmãos se perderam de amores. Os dias foram passando e os irmãos, ardendo em amor e ciúme, os quatro, resolveram deslocar-se ao monte, onde se encontravam os quatro penedos, e lá decidirem à paulada, quem havia de casar com a jovem. Três ficaram logo mortos no campo, e o quarto, que ainda viveu algumas horas, foi o mais rápido ...

Erva Fadada

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Cá nos encontramos de novo, para falar de mais uma lenda, desta vez não só portuguesa. Esta lenda abrange a Península Ibérica e também os nossos amigos de França. Criemos então, um ambiente medieval e vamos em busca da nossa Erva Fadada. Era uma vez, em pleno século XVII (17), numa pequena cidade em França, um jovem que se interessava por herbologia e com os benefícios que as plantas podiam ter para o Homem. Curioso e aventureiro, certo dia ouvira que algures no campo existia uma erva que lhe chamavam vários nomes desde  «herbe de la détourne» (erva do desvio) até «Herbe de Fourvoiement» (erva das encruzilhadas). Como nada o parecia assustar, o nosso jovem pegou no seu odre e fez-se à estrada, ou melhor, ao caminho. Após vaguear viu a planta, apanhou umas quantas folhas e resolveu regressar a casa para a estudar. Passaram-se horas e o caminho, embora familiar, não parecia levar a lado nenhum, estava sempre a regressar ao local onde tinha apanhado a erva fadada. Recordando-se d...

Lenda da Lagoa do Negro, Ilha Terceira

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Vamos mergulhar na lenda da Lagoa do Negro. Viajemos, então, para muitos séculos atrás, onde ainda os casamentos eram sem amor e serviam apenas para enriquecer as famílias, não nos esqueçamos, claro, dos escravos negros. Como todas as fábulas e lendas começam, vamos também começar com o famoso, Era Uma Vez ... Era uma vez, numa ilha distante do continente, chamada Ilha Terceira, uma família nobre, onde o patriarca, soberano, havia tido apenas uma única herdeira, sendo ela bastante submissa e como receava o pai, não se opôs ao casamento que ele tivera arranjado.  A moça, que estava presa num casamento por conveniência, conheceu o amor na forma de um escravo negro, que também a amava de volta. Certo dia, uma aia, que a acompanhava para todo o lado, escutou as declarações de amor dos dois apaixonados e correu para contar ao seu amo. Vexado e enraivecido, o patriarca ordenou que se prendesse o escravo. O barulho dos cães de caça e dos cavalos ao longe, fez com que o pobre rapaz percebe...

Isabel de Aragão - Rainha Santa Isabel

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Estamos de volta, com talvez uma das mais conhecidas lendas de Coimbra, da sua padroeira, Isabel de Aragão, ou como ficou conhecida Rainha Santa Isabel. Existem com certeza muitas versões desta lenda, mas vou contar apenas uma, talvez a mais popular, mas para isso preciso que venham comigo até ao ano de 1271, para conhecer a lenda, precisamos de conhecer a protagonista.   Era uma vez, num reino de seu nome Aragão, um reino cristão, onde o Rei D. Pedro II de Aragão e a sua esposa D. Constança de Hohenstaufen, princesa da Sicília, estavam à espera do seu primeiro bebé. Entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 1271, não existe certezas aquando do dia ou mês, nascera Ysabel, a primeira herdeira da família. Ouvira-se que a princesa, havia nascido envolta numa pele que mostrava a sua conexão com o divino.   Isabel, cresceu em Barcelona junto com a corte real, incluindo os seus cinco irmãos mais novos entre eles soberanos de renome como, Afonso III, o Franco , Conde de Barcelona e Rei de Mai...

Lenda da Moura da Ponte de Chaves

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Já ouviram falar do terceiro arco da ponte de Chaves? Pois bem, teremos então de viajar até ao século XII, para o ficarmos a conhecer.  Era uma vez, numa pequena e humilde cidade de seu nome Chaves, outrora conhecida como Aquae Flaviae, uma jovem moura que ficara noivo do primo Abed, filho de um guerreiro mouro que virara alcaide, ou seja, tornara-se governador de uma vila normalmente acastelada ou fortificada. A jovem, apesar de ter aceite o noivado, não nutria sentimentos por o seu futuro marido.  Alguns anos se passaram e os cristão voltaram para reconquistar Chaves e a nossa jovem moura foi tomada refém por um guerreiro cristão. A moura e o seu raptor, o guerreiro cristão, perderam-se de amor um pelo outro e viviam apaixonados e felizes, enquanto o seu prometido e o tio fugiram de Chaves. Os cristãos ganharam a guerra e restabeleceu-se a paz.  Abed, que sabia do caso, nunca perdoou, e voltou à cidade vestido de mendigo, para se vingar. Esperou-a na ponte e, quando a viu, pediu-lhe ...

Erva Fadada

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Cá nos encontramos de novo, para falar de mais uma lenda, desta vez não só portuguesa. Esta lenda abrange a Península Ibérica e também os nossos amigos de França. Criemos então, um ambiente medieval e vamos em busca da nossa Erva Fadada.   Era uma vez, em pleno século XVII (17), numa pequena cidade em França, um jovem que se interessava por herbologia e com os benefícios que as plantas podiam ter para o Homem. Curioso e aventureiro, certo dia ouvira que algures no campo existia uma erva que lhe chamavam vários nomes desde  «herbe de la détourne» (erva do desvio) até «Herbe de Fourvoiement» (erva das encruzilhadas). Como nada o parecia assustar, o nosso jovem pegou no seu odre e fez-se à estrada, ou melhor, ao caminho. Após vaguear viu a planta, apanhou umas quantas folhas e resolveu regressar a casa para a estudar. Passaram-se horas e o caminho, embora familiar, não parecia levar a lado nenhum, estava sempre a regressar ao local onde tinha apanhado a erva fadada. Recordando-se do que o...

Lenda da Lagoa do Negro, Ilha Terceira

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Vamos mergulhar na lenda da Lagoa do Negro. Viajemos, então, para muitos séculos atrás, onde ainda os casamentos eram sem amor e serviam apenas para enriquecer as famílias, não nos esqueçamos, claro, dos escravos negros. Como todas as fábulas e lendas começam, vamos também começar com o famoso, Era Uma Vez ... Era uma vez, numa ilha distante do continente, chamada Ilha Terceira, uma família nobre, onde o patriarca, soberano, havia tido apenas uma única herdeira, sendo ela bastante submissa e como receava o pai, não se opôs ao casamento que ele tivera arranjado.  A moça, que estava presa num casamento por conveniência, conheceu o amor na forma de um escravo negro, que também a amava de volta. Certo dia, uma aia, que a acompanhava para todo o lado, escutou as declarações de amor dos dois apaixonados e correu para contar ao seu amo. Vexado e enraivecido, o patriarca ordenou que se prendesse o escravo. O barulho dos cães de caça e dos cavalos ao longe, fez com que o pobre rapaz percebesse ...